domingo, 22 de julho de 2012

[…]

    Eu te fugiria por entre os dedos sem delongas, marcas; não causaria danos. De forma silenciosa e suave, eu te observaria dormir pela última vez e viraria as costas, iria embora, deixando a porta destrancada. Deixaria brechas para uma despedida completa com direito à lágrimas e juras de amor eterno que nunca se cumpririam, mas você estaria embriagado demais, resultado da discussão que misturou raiva, suor e lágrimas na noite anterior, e não acordaria às cinco da manhã, não dessa vez.

(Juliana Thuinny, in Epifanias que "você" nunca vai entender)

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