domingo, 13 de novembro de 2011

Humana-menina-perdida

Baby, eu não caibo neste teu papel.
Eu sou humana-menina-perdida numa canoa quebrada;
eu mal sei contar os dias do mês.
E nem sei dizer em que data começa o verão.
Eu não darei conta de ser dona do teu coração,
é responsabilidade demais.
Deixa-me ser dona dos teus carinhos, dos teus afagos,
do teu chamego.
É difícil, amor.
E eu tenho medo, porque eu mal sei como fazer
essa canoa voltar a funcionar.
Eu tô parada no tempo, pertinho de naufragar.
Mas me deixa ancorar minha cabeça no colo teu.
Amor, você acha que é certo, eu, que sou tão despretensiosa,
guardar teu peito no lado esquerdo, junto ao meu?
E quanto ao perigo, será que eu consigo?

(Juliana Thuinny)

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