Espero-te do jeito que és.
Percebo-te sutil.
Não desperdices teu tempo procurando flores, elas já não me agradam tanto, traga-me tua mala cheia, não esqueça-se de nada. Traz quimeras, mas também traz uma dose de realidade. Perceba que sou triste aos sábados, mas nunca questione. Só espere que as horas passem, numa dessas eu canso das faces tristes. Ria à vontade dessa minha mania impulsiva de perguntar sobre tudo, de não me contentar com o “porque sim”. Não estranhe, mas eu não tenho música preferida, cor preferida ou filme preferido. Mas eu tenho o alguém preferido: você. E isso é muito importante.
Eu não quero romance, quero que sejamos nós. Sem truques. Quero desvendar-te sereno com a roupa mais simples. Causar-te arrepios ao som de uma música boa. E ser um alguém inteiro sem ao menos perceber. Não esconda-me os choros. Vire-se quantas vezes forem necessárias até ajustar-se direito na cama, não poupe-me das preocupações que te inibem o sono. E se nada funcionar, deita em meu colo.
Tenho medo do silêncio, amor. Ele esconde algo ensurdecedor. Então, grite! Grite sem ser inconveniente, sem acordar a vizinhança, sem espantar os gatos. Não deixe que o silêncio da madrugada povoe nosso quarto. Nunca o convide, porque ele costuma ficar.
Permita-me ser o teu doce erro.
Fique zangado, xingue-me, mas nunca durma no sofá. Não cometa os mesmos erros dos nossos pais.
Permita-me ser leve, solta, livre, mas nunca me perca.
Seja presença constante, personifique toda tua simpatia.
(Juliana Thuinny)
Lindo, Ju... escrevendo bem demais como sempre!
ResponderExcluirObrigada, Thi! Esse é um desses textos que a gente encontra em nossos arquivos e bate uma saudade do tempo em que foi escrito.
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