Sinto falta mesmo, porra. Aqui, acolá… Grito teu nome no meio da noite, durmo no escuro a fim de encontrar teu rosto e não ligo mais o aparelho de som. Tenho medo das vozes que tocam no rádio, todas elas representam você. Representam sua ausência. E sua ausência me rasga o peito. Mas quem se importa? Você nem ri mais do meu biquinho, eu nem tenho mais sua barba malfeita pra enfeitar meu espelho.
E eu não quero mais te escrever. Vou engolir minhas palavras, meu choro, minha saudade e meu querer.
Só acolhe os rabiscos desse bilhete mal enfeitado e livra-se logo em seguida…
(Juliana Thuinny)
Esse texto me fez viajar em pensamentos.
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