Nada faz sentido; já não me encontro, não me encaixo na cama e mal durmo. Não consigo mais me entender, nem despejar meus sentimentos na folha em branco de qualquer papel. Parece que a loucura me tomou de volta, acho que voltei a ser eu.
Me resgata, amor!, eu imploro.
Me ensina a ser passarinho outra vez, me prende em teu olhar e me deixa voar longe, alto. Sem precisar me mover.
Me resgata, amor!, eu imploro.
Me ensina a ser passarinho outra vez, me prende em teu olhar e me deixa voar longe, alto. Sem precisar me mover.
Eu já não decoro as melhores falas dos meus filmes favoritos. E ver tevê é o mesmo que perder tempo, falta sinal e tudo é igual. Eu ligo o aparelho de som, mas não me disperso. Ninguém escuta o barulho. E eu não ouço meu próprio grito.
Você me ensinou como abafar o peito, evitar a dor. Mas tudo só era concreto e certo quando você me dividia em teus dois braços. Por um momento, eu me sentia inteira.
(Juliana Thuinny)
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